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Archive for junho \18\UTC 2008

A Thai Yoga Massagem está fundamentada na vibração de quatro qualidades do Ser: metta – karuna – mudita – uppekha / bondade amorosa ou amizade – compaixão – alegria – equanimidade respectivamente.
Encontrei a transcrição de uma das palestras do monge budista vietnamita Thich Nhat Hanh, na qual ele não só comenta com clareza e simplicidade sobre tais qualidades, como orienta como praticá-las na vida diária.
Disponibilizo parte do texto e quem tiver interesse de ler na íntegra, acesse o link abaixo.

praticas-para-o-seculo-xxi

O método que vou apresentar-lhes é chamado da prática da mente incomensurável. Uma mente que pode ser medida não é uma mente muito grande. Um coração que pode ser medido não é um grande coração. É por isso que se deve praticar o coração incomensurável, que é um ensinamento muito importante do Buddha. Há quatro elementos que formam o amor verdadeiro. Eles são maitri, traduzido por generosidade amorosa; karuna, traduzido por compaixão; mudita, traduzido como alegria; e upeksha, traduzido como equanimidade, não-discriminação. Praticamos para que estes elementos do amor verdadeiro transformem nosso coração em algo incomensurável. Isto é algo que se pratica na vida diária. À medida que nosso coração começa a aumentar, somos capazes de conter, de suportar, qualquer tipo de sofrimento. Pode ser que nem mesmo soframos, mesmo que abracemos o sofrimento dentro de nós.
Nas seis paramitas, os seis botes que cruzam o oceano do sofrimento, temos o bote da caridade, que significa autocontrole. Autocontrole é a capacidade de abraçar as dificuldades, de abraçar o medo, e não sofrer. Se seu coração é grande, você pode abraçar qualquer quantidade de dor e mesmo assim você não sofre. Este é um dos seis botes que nos leva à outra margem. Autocontrole não significa que você suprima o medo. A maneira chinesa de escrever é esta: este é o coração e este é um tipo de faca que pode causar a dor. O coração é tão grande que, mesmo que a faca esteja lá, ela não o afetará, e finalmente a faca se transformará numa não-faca. O Buddha usou uma imagem maravilhosa, e usou-a várias vezes em sua vida de ensinamentos. Ele dizia: suponha que você tem algo sujo. Se você derrama isto em sua vasilha de água, você não poderá bebê-la. Ninguém bebe tal água. Se você derramar urina, algum excremento, ou algo que você cuspa de seu estômago, então você não poderá usar toda a vasilha de água, você tem de joga-la fora. Mesmo um pouquinho de sujeira que caia sobre seu copo, você não poderá bebê-la. Mas e se você joga essa vasilha de sujeira num grande rio? Se você joga a sujeira, talvez um quilo, talvez dez, num rio imenso, as pessoas de toda a área ainda poderão beber a água do rio. Isto porque o rio é grande, e não leva tempo algum para o rio transformar a sujeira. Da noite para o dia a sujeira não estará lá, porque uma imensa quantidade de água está circulando. A quantidade total de lama submersa será capaz de transformar o rio no qual ontem você jogou a sujeira, e o rio se torna cristalino, totalmente pronto para que você beba dele.
A diferença não está em você jogar ou não a sujeira. Você joga a sujeira, ela é real, ela existe. Mas se sua vasilha é pequena, então todo o conteúdo tem de ser descartado. Mas se a vasilha é grande, é um grande rio, daí você pode abraçar a sujeira facilmente e isto transformará a sujeira rapidamente, da noite para o dia. Seu coração também. Se seu coração é pequeno, então você não poderá suportar a quantidade de dor e sofrimento infligida em você pela sociedade, por outra pessoa. Mas se seu coração é grande, você pode viver com isso perfeitamente bem. Você pode abraça-los, e não tem de sofrer. Portanto, a prática das quatro mentes incomensuráveis é fazer com que seu coração aumente até se tornar um grande rio. E a maneira de faze-lo é usar os instrumentos de maitri, karuna, mudita e upeksha. Sua essência é a prática da meditação, do olhar em profundidade. Ontem falamos sobre a salvação pelo insight. Você só pode ser salvo, ser libertado, pelo seu insight. E como o insight aparece? É preciso praticar a concentração. Você tem de praticar o olhar profundamente, e à medida que você continua a praticar o olhar profundamente, o insight vai surgir e libera-lo de seu sofrimento.

http://www.nossacasa.net/SHUNYA

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Encontrei referência sobre o grande mestre da Thai Yoga Massagem, Jivaka Kumar Baccha, no livro do David Crow. Literatura preciosa que narra a experiência desse acupunturista e herbologista nos Himalaias estudando Medicina Ayurvédica e Tibetana.

“Uma das primeiras coisas que o aluno da medicina tibetana aprende”, disse o dr. Chopel, “é que tudo o que existe no mundo é potencialmente curativo. Aprendemos a ver o mundo como a mandala do Buda da Medicina. Não existe nada que não possa ser preparado ou purificado numa substância com valor medicinal.” O doutor contou então a história de Jivaka, um dos maiores médicos da antiguidade na Índia e que cuidou do Buda e da sua sangha.
“Quando ainda jovem, Jivaka era muito estimado pelo seu mestre e pelos colegas. Nada estava além da sua capacidade para memorizar e compreender; sua dedicação ao estudo, seus conhecimentos eram insuperáveis. Um dia o mestre resolvei pô-lo à prova. Reuniu seus quatro discípulos dizendo: “Tragam-me qualquer coisa que não tenha o poder de curar.”
“Passados uns dias, o primeiro discípulo regressou com uma planta desconhecida.“Encontrei esta planta que parece não ter propriedades curativas”, disse. O mestre cheirou-a, saboreou-a e depois mostrou como extrair suas propriedades curativas.
“Uma semana depois, o segundo discípulo voltou com a carcaça de um bicho.“Trouxe essa carcaça fedida porque parece inútil”, disse. O mestre mostrou ao discípulo como, através do cozimento, podiam ser extraídas as suas propriedades curativas.
“Na semana seguinte, voltou o terceiro discípulo com uma pedra.“Encontrei essa pedra que creio não ter propriedades curativas”, disse ele. O mestre ensinou-lhe técnicas alquímicas que transformavam pedras e minérios em elixires curativos.
“Passado muito tempo, Jivaka voltou de mãos abanando.“Procurei por toda parte”, disse ele, “e não encontrei o que quer que fosse que não possuísse propriedades curativas.”
Foi assim que Jivaka demonstrou a sua elevada capacidade de compreensão.”

Extraído do livro “Em Busca do Buda da Medicina – Uma jornada no Himalaia” de David Crow. Ed Pensamento.

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